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Poeira Fina que pousa sobre tempo

 

2025

Instalação

Madeira, vidro, pequenos objetos, fotografia

Dimensão variável

 

A partir de uma antiga fotografia de família, datada de 1926, nasceu a instalação Poeira Fina que Pousa sobre o Tempo. Depois de mergulhar em antigos álbuns de fotografia, dentre tantas selecionei imagens da minha avó e de seus descendentes, como quem recolhe fragmentos da memória. O trabalho se organiza em camadas de tempo: na primeira imagem, o casal de imigrantes espanhóis, com seus dez filhos ainda crianças; na segunda, meu bisavô e esses mesmos filhos já adultos; na terceira, minha avó com seus sete filhos; e na quarta, o encontro da terceira e quarta geração. As fotografias, em pares, repousam em molduras com vidro e paspatur. Suspensas do teto, dançam levemente no ar, acompanhadas de pequenos objetos e bibelôs apoiados em filetes de imbuia — guardados de família que carregam, em seu silêncio, uma vida inteira. Entre imagens e objetos, a instalação nos convida à contemplação: o tempo que passou, as pessoas que agora existem apenas na delicadeza das fotos, os gestos fixos, as presenças ausentes. São lembranças que, como uma poeira fina, se acumulam sobre nossas memórias, testemunhando alegrias, despedidas e histórias que continuam a ecoar.

Silêncio

2025

Instalação Site-specific

Museu Histórico João Nogueira de Carvalho - Guariba, SP

As imagens, adesivadas nas janelas da fachada do museu, deixam a tela e passam a dialogar diretamente com a arquitetura, com a luz natural e com o ritmo da cidade. O que antes era movimento contido no tempo do vídeo passa a habitar o espaço urbano, fundindo imagem e edifício. As janelas tornam-se suportes e limiares: entre dentro e fora, natureza e construção, silêncio e permanência. Assim, o trabalho se reconfigura, permitindo que a própria arquitetura do museu participe da obra e de seu gesto de resistência.

 

Trabalho desenvolvido a partir de uma pesquisa de registros de ocupação da arquitetura urbana pela vegetação. São galhos e raízes que invadem grades e pilares, como se houvesse uma resposta da natureza à ação do homem. Uma espécie de protesto silencioso pela liberdade e pela vida. Silêncio trata da interferência do homem na natureza e da resistência da natureza tentando reocupar o lugar que sempre foi seu. Este vídeo mostra silenciosamente o trajeto de galhos e raízes se misturando à arquitetura. Os galhos caminham por entre grades e pilares da fachada de um antigo edifício como se estivessem invadindo o concreto e, de alguma forma, retomando seu lugar. Ações urbanas desenfreadas ocupam cada vez mais o espaço, e o verde cede lugar ao concreto e ao cinza. A natureza, silenciosa, aqui nos revela sua força e resiliência. Imagens capturadas na fachada de uma casa em Lisboa, Portugal. Ao ser deslocado para o espaço expositivo, o vídeo se expande e se transforma em site specific.

Quantos gritos cabem no seu silêncio

2025

Instalação a partir do díptico homônimo

A partir deste díptico, o trabalho se desdobra no espaço e escapa do plano da imagem. Ao ocupar dois museus, a obra se torna site specific, apropriando-se do mobiliário antigo dos acervos — objetos marcados pelo uso, pelo silêncio e pela permanência. Esses móveis, antes testemunhas imóveis de outras vidas, passam a integrar a composição, incorporando suas histórias ao trabalho. O que era imagem torna-se ambiente; o que era fragmento passa a habitar o espaço. Assim, a obra se transforma, atravessada pelo lugar, pelo tempo e pelas memórias que nele insistem em permanecer.

Quantos gritos cabem no seu silêncio, 2017

Colagem digital40 x 60 x 4 cm

Impressão fine art pigmento mineral sobre papel algodão Hahnemühle Photo Rag 308 gsm, moldura em pau ferro e vidro.

Crio novas paisagens a partir da colagem digital, utilizando cenas e frames extraídos de meus próprios trabalhos em vídeo. Ao longo de mais de quinze anos, construí uma produção consistente nesse suporte e, neste projeto, retorno a esse acervo para recompor espaços, atmosferas e narrativas por meio do recorte e da sobreposição.

As imagens provêm tanto dos vídeos quanto dos registros de minhas performances. Seleciono fragmentos específicos — inclusive a minha própria figura em diferentes situações — que são recortados digitalmente e inseridos em novos contextos visuais. Ao justapor materiais de obras distintas, construo imagens que provocam estranhamento e tencionam a fronteira entre o que é documental e o que é ficcional, entre o que pertence à cena original e o que foi deslocado.

Concluído o processo de composição, as imagens são impressas em fine art sobre papel de algodão, resultando em trabalhos que transitam entre a fotografia e a pintura, entre o registro e a construção imaginária.

Quantos gritos cabem no seu silêncio reúne imagens captadas no Convento de Cristo, em Tomar, Portugal, às quais integro registros de performances realizadas em Coimbra e em São Paulo. Desse encontro entre tempos e lugares, estabeleço um diálogo entre a imagem em movimento e a imagem estática, recontextualizando gestos, presenças e camadas de memória.

Ainda Pulsa | Still Beating

2023

Vídeo instalação | Video Art Installation

6’54’’ - Projeção

Voil impressão 6,70 cm comp.

Neon 70cm L x 0,15cm A

fotos | photos - Teresa Vinici Lodi

IMG_3206.JPG

Imagens de uma floresta que foi um dia intacta, imagens de uma floresta que aos poucos vai se perdendo, imagens de uma floresta que está por um fio. Em seus caules ainda corre a seiva, ainda há vida, ainda pulsa...


Tudo tão parado e tão mexido. Calor intenso e úmido, silêncio e tensão, sensação de inúmeros olhos me observando, ora amedronta ora cega tamanha beleza.


Imagens obtidas na floresta Amazônica, sua vegetação, o solo, a luz que entra por entre as folhas, as raízes que se enroscam, as árvores que buscam a luz e com suas sombras
protegem sementes, abrigam animais, se impõem e se sustentam.
Respira e exala, ainda pulsa.

 

Images of forest that one day was intact, images of forest that slowly is being lost, images the forest that is hanging by a tread. In its stem still runs the sap, there is still
life, still beating.


Everything so still and so mixed. Intense heat and wet, silence and tension, sensation of plenty of eyes observing me, sometimes scares sometimes blind such beauty.


Images taken in the Amazon forest, its vegetation, the soil, the light that comes between the leaves, the roots that twist, the trees that seeking the light and with its shadows protect the seeds, shelter animals, imposes themselves and maintain.

 

No meio das coisas miúdas

2022

Trabalho desenvolvido em residência artística Estação Canelas, Portugal | Work developed during the artistic residency Estação Canelas, Portugal

Captura de imagem e edição | Image capture and editing Mario Afonso e Eunice Arthur

 

Apoio | Technical support

Câmara Municipal de Estarreja

Casa Museu Egas Moniz

Estação Viva Portugal 2022

exposição_3.JPG

Viver exige um esforço muito maior do que simplesmente o ar que respiramos, exige viver desafios em terras desconhecidas, caminhar por outros terrenos, vivenciar novos costumes. Desafiar novos silêncios, murmurar frases quase inaudíveis e apreciar a camada fina de poeira que pousa sobre o tempo. No limiar da luz e da neblina, sem ruído vibram os espaços e surgem as coisas miúdas. Permita-se o simples, o pouco, o vazio, o cheiro das árvores, o frescor da brisa, a umidade da chuva miúda. Vou como vim, só levando o meu nada. Vou só com meu silencio.

 

O branco límpido que nos remete ao cristalino, claro e puro com a presença do Homem e o mal-uso dos recursos naturais, aos poucos vai deixando suas nódoas. Com secas cada vez mais extremas, o planeta nos lembra continuamente que sem água não há vida.

 

Neste trabalho desenvolvido em residência artística na região de Estarreja, norte de Portugal, trago à tona mais uma vez a questão da água e a forma como nós nos relacionamos com ela, no mal-uso não só da água, mas também com relação ao meio ambiente. Esta região tem água em abundância, riachos, rios e rias, além do mar, mas tem também muitas industrias, e o questionamento é sobre a qualidade da água, e quanto estas industrias contribuem na poluição ambiental. O branco neste trabalho nos remete ao puro, límpido, natural, mas a presença do Homem e suas ações suja este branco, tornando águas improprias para o consumo, ar inapropriado alterando a fauna, a flora e vida do próprio Homem.

 

A partir do momento que o ser humano passa fazer mal-uso da água ela aos poucos vai tingindo o branco. Se tornando impropria para nós e aos poucos contaminando o todo.

 

Living requires a much greater effort than simply the air we breath, it demands living challenges in unknown lands, walking through other terrains, experiencing new traditions. Challenging new silences, muttering barely audible phrases and enjoying the thin layer of dust that settles over time. On the threshold of light and fog, the spaces vibrate silently and the tinny things appear. Allow yourself the simple, the little, the emptiness, the smell of the trees, the freshness of the breeze, the humidity of the tinny rain. I go as I came, taking only my nothingness. I leave solely with my silence.

 

The limpid white that reminds us of the crystalline, clear and pure, gradually leaves its stains with the presence of humans and the misuse of natural resources. With increasingly extreme droughts, the planet continually reminds us that there is no life without water.

 

In this work developed during an artistic residency in the region of Estarreja, northern Portugal, I once again bring up the issue on water as a resource and the way we relate to it, and not only the misuse of water but of the entire environment. This region has plenty of water, streams, rivers and estuaries, in addition to the sea, but it also has many industries, and the questioning is about water quality, and how much these industries contribute to environmental pollution. The white in this work reminds us of the pure, limpid, natural, but the presence of humans and their actions stains this white, turning the water unsuitable for consumption, and the air inappropriate, both contributing to altering the fauna, flora and human life.

 

From the moment humans start to misuse the water, we gradually dye the white. Turning the water inappropriate for us and little by little contaminating the whole.

 

 

Um silêncio demasiado cheio de ruidos | A silence too full of noise

Um vazio demasiado cheio de coisas | An emptiness too full of things
 

2018

Colagem sobre papel | Collage on paper
Dimensões variadas  | Varied dimensions


A paisagem, importante foco da minha produção, quer seja no campo ou na cidade, aparece em vídeos, fotografias, objetos ou colagens.
Em 2015 passei um tempo na Holanda e o convívio diário com a paisagem tranquila, o frio, a natureza e o silencio fez com que me aproximasse cada vez mais da paisagem naquele país úmido, cinzento e calmo. Utilizei imagens em PB de várias cidades da Holanda impressas em livros adquiridos em sebos, recortei e reposicionei formando uma nova imagem. Neste processo eu reagrupo os locais demasiados cheios e os locais  demasiados vazios em uma única imagem enfatizando assim o caos urbano e o silencio exagerado da planície com um viés crítico em relação ao homem, à natureza e à vida urbana.

The landscape, an important focus of my production, whether in the countryside or in the city, appears in videos, photographs, objects or collages.
In 2015 I spent some time in Holland, and the daily contact with the tranquil landscape, the cold, the nature and the silence caused me to get closer to the landscape in that humid, gray and silent country. I used BW photo from several Dutch cities printed in books acquired in second-hand stores. I cut and repositioned them forming a new image. In this process I resemble the crowded places and the empty places into a single image, emphasizing the urban chaos and the exaggerated silence of the flatland with a critical bias towards man, nature and urban life.

 

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Limiar | Threshold

2017

Vídeo
1’02’’
 

Brasil/Argentina

Trabalho desenvolvido a partir de uma pesquisa de registros de imagens de quedas d’água.

São imagens que mostram a força e a exuberância da natureza diante do homem minúsculo perante ela.

Imagens capturadas nas cataratas do Iguaçu Brasil/Argentina.

Work developed from a search of records of images of waterfalls.

They are images that show the force and the exuberance of the nature before the man minuscule before her. Images captured in Iguazu falls Brazil / Argentina. 

 

 

 

Sentido Único | One way
2016

 

Site specific | Specif Site

Trata-se de uma projeção em video mapping,  sobre os degraus detrás de uma escada, onde corre incessantemente  água e espuma, fruto do hábito diário do brasileiro.

Essa espuma tem um Sentido Único, os rios.

It’s  about a projection in video mapping, on the steeps behind the stairs, where runs constantly water and foam, that comes from the daily routine of Brazilian people.

This foam is One Way, to the river.

A projeção do deslizamento da água sobre a escada desafia o espectador criando um jogo entre a ausência e a presença. Ausência da água que não está propriamente ali, mas aparece apenas representada através de uma sucessão de imagens. A água que hoje existe, mas poderá não existir amanhã, convertendo-se em uma dupla metáfora do presente e do futuro. A imagem em movimento nos mostra o mal uso da água exageradamente ensaboada em um vazamento constante. Dando espaço a uma discussão contemporânea que é a preservação ambiental, no caso específico, o uso e escassez da água.

The projection of the water sliding over the building challenges the spectator creating a game between absence and presence. Absence of water that is not exactly there, but shows up only represented by a succession of images. The water that exists today, but may not exist tomorrow, becoming a double metaphor of the present and of the future. The moving image shows us the misuse of overly soapy water in a constant leak. Giving way to a contemporary discussion, which is environmental preservation, more specifically, the use and scarcity of water.

 

 

Instalação

Led Show

 

Sentido Único | One way

video mapped
2013

 

Site specific

Projeção sobre escada com duração de 2’02''

Projeto desenvolvido para a exposição Geometria Fragmentada

 

Specific site

Projection on stairs with duration of 2’02’’

Project developed to the exhibition Geometria Fragmentada.

 

 

Território Delimitado 
2015

 

Fotografia

Impressão fine arte sob papel algodão Hahnemühle Photo Rag 308 gsm

Dimensão 20x30cm cada - ocupando área de 210 cm x210 cm

 

 

Instalação composta por 24 fotografias com imagens capturadas em uma antiga vila operária em Santa Catarina.

São casas construídas em madeira exatamente iguais, mas com pequenos detalhes que diferem umas das outras. Cada território delimitado com sua identidade e seu número.

Delimited territory

2015

Photography

Fine arte print on Hahnemühle cotton paper Photo Rag 308 gsm

Dimensions 20x30cm each- 210x210cm occupied area

 

Installation composed of 24 photographs with images captured in an old workers village in the State of Santa Catarina, Br. They are wooden houses built exactly the same way but with small details that differs among each other. Each territory is delimited with its identity and number. 

Coleção Varandas  
2015

 

Colagem Digital

Impressão fine arte sob papel algodão Hahnemühle Photo Rag 308 gsm

Dimensão 30 cm x 45 cm cada - ocupando área de 20 cm x 230 cm

 

Ao lado do conjunto de fotografias das casas, um conjunto com 12 colagens digitais trocam estas identidades ocupando suas suas varandas com elementos que não pertencem aquele território.

Terrace collection

2015

Digital collage

Fine arte print on Hahnemühle cotton paper Photo Rag 308 gsm

Dimensions 30x45cm each

 

Next to the set of houses’ photographs, a collection of digital collages exchange these identities,

occupying the terraces with elements that do not belong to that territory. 

 

A Viagem Exterior, O Caminho Interior ou Vice-Versa | The Outer Journey, The Inner Path or Vice-Versa

2015

 

Mostra de Vídeo - curadoria de Bruno Mendonça

Centro Cultural São Paulo

 

A convite da Curadoria de Artes Visuais do Centro Cultural São Paulo, a artista Angella Conte realiza a exposição “A Viagem Exterior, O Caminho 
Interior ou Vice-Versa”. Com o acompanhamento crítico e curatorial do pesquisador Bruno Mendonça – membro do Grupo de Crítica e curadoria do Centro Cultural a exposição contará com vídeos de diferentes períodos da produção da artista apresentados de forma inédita. O agrupamento desses trabalhos se deu a partir do diálogo entre a artista e o pesquisador. Tais trabalhos apresentam questões recorrentes na produção de Angella Conte como reflexões acerca da noção de paisagem, o corpo como dispositivo e sua relação com o espaço assim como questões sócio-políticas e econômicas. 

 

Invited by the Curation of the Visual Arts of the Cultural Centre of São Paulo (“Curadoria de Artes Visuais do Centro Cultural São Paulo” in Portuguese), the artist Angella Conte presents her exposition “The External Journey, The Internal Path or Vice-Versa” (“A Viagem Exterior, O Caminho Interior ou Vice-Versa”, in Portuguese).  Under the critic curation of the researcher Bruno Mendonça – an associate of the Group for Critic and Curation of the Cultural Centre – the exposition will feature videos from different moments of the artist’s production presented in an innovative way. The combination of such pieces was done through the dialogue between the artist and the researcher. 

These art works represent recurrent questions on Angella Conte’s production, such as the reflection upon the idea of landscape, the body as a device and its relation with the space, as well as economy and socio-political questions.

 

 

 

 

Silêncio | Silence

2014

 

Backlight

580 cm x 40 cm x 15 cm

 

"Na obra Silêncio galhos e raízes de árvores ‘invadem’ as grades. Nas fotos, há uma resposta da natureza à ação do homem: uma espécie de protesto silencioso pela própria liberdade, pela vida, representados subjetivamente através de uma das mais discutidas e contemporâneas das linguagens artísticas. Os próprios metais, extraídos da natureza, rebelam-se, como reflexo de uma empreitada desastrosa do homem, que se reverte contra ele mesmo. A obra pode ser vista a partir de qualquer ângulo da sala, num contexto em que os demais trabalhos em exposição dialogam com ela, como a constituir a parte de um todo. Cada peça da obra age como suporte da outra, gerando um processo sem começo nem fim."  

Andres Hernández

 

"In the work Silence branches and roots of trees “invade” the grades. In the pictures, there is an answer from de nature to the men action: a kind of silent protest for their freedom, for life, subjectively represented by one of the most discussed and contemporary artistic languages. Even the metals, extracted from nature, rebels, as a result of a disastrous enterprise of the men, which is reversed against himself. The work can be seen from any side of the room, in a context where the other work on display interacts with it, as part of the whole. Each piece of the work acts like a support to the other, generating a process without beginning or end."

Andres Hernández 

 

 

Cotidiano Inventado Trianon Masp 

2014

 

Instalação

Installation

 

Projeto de ocupação das Vitrinas na Estação Trianon Masp

Curadoria Regina Silveira

Realização Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand MASP e Metrô São Paulo

11.680 dias  |  11.680 days
2013

 

Vídeo-instalação projeção com duração 5’48’’ conjunto de 24 agendas no piso e conjunto de caixas contendo pequenas coleções de objetos acumulados ao longo dos anos
Video installation with projection duration of 5’48’’ a set of 24 diaries on the floor and a set of boxes eith small collections of objects kept during the years

 

 

Série Cotidiano Inventado | Series Invented Quotidian

2013

 

Colagem Digital 

Dimensões variadas

Revendo meus trabalhos me deparei com um novo olhar sobre eles.

Passei a recortar cenas de um trabalho e inserir em outro, resultando numa paisagem inventada.
São cenas de performances, instalações e vídeos que inseridas em outro contexto acaba por mudar a paisagem, ora com humor, ora com estranheza. 

 

Digital Collage

Different sizes 
Revising my work I came across with the new look about them. I began cutting scenes of my job
and insert into another, resulting in an invented landscape. These are scenes of performances,
installations and videos that inserted in another context turns out to change the landscape, sometimes with humor, sometimes with strangeness.

 

 

 

Backlights

Metacrilato | Plexiglass

(Re) Ocupação | Take Possession

2012

 

Projeto instalativo desenvolvido através do prêmio Bolsa Incentivo do 62º Salão de Abril - Fortaleza, Brasil
Instalative project developed through the prize Bolsa Incentivo - 62nd Salão de Abril - Fortaleza, Brazil

 

Trata-se da interferência do homem na natureza e a resistência da natureza tentando reocupar o lugar que foi sempre seu.
O projeto consiste em uma série de fotografias com imagens obtidas em diferentes lugares, sempre mostrando a ação do homem e a força da natureza silenciosa e soberana. São registros de árvores nascendo em frestas de concreto, raízes que despontam com sua força quebrando o asfalto, entortando grades e subindo paredes.
Foram gravados dois vídeos, um que registra uma casa em ruínas sendo coberta por uma vegetação rasteira e florida.
E o outro, é o registro em vídeo de uma performance realizada em uma praça onde através de um passeio entre árvores eu coloco tarjas pretas em seus troncos em sinal de luto. Como se a natureza estivesse guardando seu próprio luto.
Fotografias: Três conjuntos formados com uma foto de 50x75cm e três fotos de 30x40cm, num total de 12 fotos.
Uma fotografia com a dimensão de 1.80x1.00m.
Vídeos:  1- O homem constrói, destrói, e a erva cresce
               2- Sou tudo o que vive além de mim

 


It is about the interference of the men in nature and strength of nature trying to reoccupy the place that was always its.
The project consists of a series of photographic images taken in different places, always showing action of men and the force of nature, silent and sovereign. Its records of threes rising from cracks in concrete, roots that emerge with its strength breaking the asphalt, bending bars and climbing walls. It was recorded two videos, one that registers a house in ruins and covered by low vegetation and flowers. The other, is a video recording of a performance held in a square where through a walk between the trees I put black bands on their trunks in mourning. As if nature was keeping its own grief.
Photographs: Three sets formed with a photo of 50x 75 cm
and three photos 30x40cm, a total of 12 photos.
Videos:  1 - The men build, destroy, and the weed grows.
               2 - I’m all that lives beyond me.

Aquário | Aquarium

2012

 

Video Intervenção

Video Intervention

 

intervenção Aquario_Verve (1).JPG

Aquário | Aquarium

2020

Video Intervenção | Video Intervention

Galeria Verve 

São Paulo - SP

foto Ana Pigosso

Projetos Trajeto / Destino  |  Projects Route / Destination

2011


Projeto de Intervenção Urbana Stoppage, com curadoria de Arseny Sergeyev - Duração de um ano 
Urban Intervention Project Stoppage, curated by Arseny Sergeyev - One Year 

Ir e Vir  |  Come and go

2010

 

Vídeo instalação com 15 vídeos onde são retratados registros de vários trajetos percorridos pela artista, quer seja de barco, avião, carro, trem, ônibus, bicicleta, moto, ou a pé.
Video installation with 15 recorded videos which are retreated various routes used by the artist, whether by boat, plane, car, train, bus, bicycle, motorcycle or on foot 

 

O tempo para a visualização simultânea de todos os vídeos depende da velocidade da internet utilizada.

EntreLiquidos | BetweenFluids

2009

2' 07"

 

Vídeo Instalação – cenas de água corrente descendo por ralos e auto imagem embaixo de água corrente 2’07” - looping

BetweenFluids, 2009 – Vídeo Installation – scenes of water going down drains, self-image under running water  - looping

Escassez | Scarcity

2009

 

Intervenção – 50 bacias de alumínio ancoradas com fios de nylon e tijolos dispostas no lago
Scarcity, 2009 - Intervention - 50 basins of aluminum anchored with nylon and bricks arranged in a lake

Da Nascente à Foz | From Riverhead to the Mouth

2009

 

Vídeo Instalação – Projeção de vídeo (imagens do Rio Piracicaba), lâmpadas azuis e espelhos- 12m2
Video Installation – Images projection (Piracicaba’s River), blue lamps and mirros – 12m2

Projeto Autorretrato | Project Self Portrait

2009


Trabalhos desenvolvidos utilizando autorretratos fotográficos e/ou o corpo como instrumento 
Works developed using self-portraits photographic and/or the body as an instrument 

Projeto Inside/Outside  |  Project Inside/Outside

 


Trabalhos desenvolvidos em 2007 durante residência artística Leitrim Sculpture Centre na Irlanda, resultando em trabalhos com diferentes linguagens: objeto, instalações, fotos, vídeo e site specific.


Work developed in 2007 during the artist residency Leitrim Sculpture Centre in Ireland, resulting in a work with different languages:objects,installations,photos, videos and specific site.

Áudio instalação (Inside/Outside) composta com fotografias tiradas através de uma janela com captação do áudio externo


Audio installation (Inside/Outside) composed with photographs taken through a window and audio of external noise

 

 

Instalação (Inside/Outside)com asfalto, madeira, willow e lã 
Installation (Inside/Outside)with asphalt, wood, willow and wool

 

240 x 550 cm

Vídeo Instalação (Inside/Outside) para dois projetores: um que mostra ações intimistas feitas na rua e outro exibe ações urbanas dentro do casarão 

Video Installation (Inside/Outside) for two projectors: one that shows intimacy actions taken on the street and other urban actions in an old house

 

4’36”

Site Specific – Ocupação de um casarão abandonado, com ações externas trazidas para dentro dele. Resultando em 5 trabalhos, cada um ocupando um ambiente:
(1) Uma câmara foi colocada fora, e através de um projetor, a imagem do movimento externo foi projeta numa das parede.
(2) Dois ambientes permaneceram fechados, e ao lado das portas foram colocadas fotografias das diversas portas coloridas das
casas da cidade, que estavam sempre fechadas.
(3) Instalação sonora com duas caixas de som e um Cd player que produziam o som gravado externamente.
(4) Instalação – Paredes de um quarto foram revestidos com lençóis que foram deixados na rua por um tempo para que as
pessoas pudessem transitar sobre eles, deixando suas marcas e
(5) o ultimo ambiente foi inteiramente preenchido com lixo encontrado nas ruas.

 

Site Specific - Occupation of an abandoned old house, with external actions brought into it. Resulting in five works, each occupying an environment:

(1) A camera was placed outside, and through a projector, the image of the outward movement was
projected in one of the walls.

(2) Two environments remained closed, and were placed besides the door photographs of the
different colored doors of the houses of the city that were always closed.

(3) Sound installation with two speakers and a CD
player that produced the recorded sound externally.

(4) Installation - Walls of a room were covered with sheets that were left on
the street for a while so that people could pass over them and leaving their marks and

(5) the last environment was completely filled with trash found on the streets.

Objetos, colagens e Esculturas desenvolvidas durante a residência

Objects, collages and sculptures developed during the residency

Parede sob Parede | Double Wall

2007/08

 

Instalação | Installation

 

Dimensão | Dimension - 4,0 m de largura x 2,0 m de altura

 

Me apropriei de um casarão abandonado na cidade de Manorhamilton – Irlanda, onde funcionou um antigo hotel de três andares com sete quartos e várias salas, 

O procedimento foi registrar extensamente este ambiente em fotografias, todas as suas paredes e seu piso, capturando inclusive as várias camadas de tintas, e revestimentos como papel, tecido e madeira. Cheguei a um conjunto de 40 fotografias, que disponho sobre uma parede, criando uma "nova parede" sobre a parede do espaço expositivo, e que se estende ainda pelo piso [sete destas fotografias avançam da parede ao chão]. As fotos de parede são colocadas na parede e as fotos do piso são colocadas no piso, estabelecendo um diálogo a partir da carga de memória que a relação entre imagens e local ativa.

 

I came up with the idea of an abandoned house in the city of Manorhamilton - Ireland, where it was an old three floors Hotel with seven bedrooms and many living rooms. 

The process was to widely register this environment in photography, all its walls and  floors, getting also many layers of paint and coverings as paper, fabric and wood. I elected a set of  40 pictures, that I put on the wall, creating a “double wall” in the expositive space, extending on the floor seven of these pictures.

The pictures of the wall on the wall and the pictures of the floor on the floor, establishing  a dialog from the memory that it holds and the relation between images and local activates.

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