As aspirações da minha  produção se encontram na inter-relação criada entre o indivíduo e seu meio, pautando suas histórias, trocas e  resquícios. A partir deste pensamento, surgem as questões que dão corpo aos projetos, geralmente elejo um assunto que me incomoda ou que me atrai e parto para materializar o projeto independente do suporte. O resultado final pode ser; objeto, fotografia, instalação, vídeo, intervenção ou performance.

 

Faz parte do meu processo de construção reaproveitar materiais, e os objetos com os quais trabalho são objetos que encontro ou que me encontram e estão relacionados com o meu cotidiano e com o simbólico deste cotidiano. Assim como imagens provenientes deste cotidiano que formam um arquivo a serem usadas posteriormente.

 

Nos meus últimos projetos, existe uma forte presença da ação do homem com relação ao meio ambiente, não com pensamento ativista mas sim comportamental. Nada jamais é permanente ou parado, existe um processo de investigação, uma forma de abordar o mundo não como um série de verdades precisas, mas em termos de questões e possibilidades.

 

Qualquer que seja o cenário, o protagonista é sempre o ser humano, em meio ao desejo e à falta. O motor que move o trabalho é sempre o dilema da vida humana diante das inúmeras possibilidades.