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Fiz Daqui o Meu Lugar

Na exposição individual Fiz daqui o meu lugar, vê-se reunido na galeria Verve um supreendente conjunto com vinte e cinco trabalhos da artista paulista Angella Conte. São colagens, esculturas, objeto e uma instalação de vídeo. Entre os trabalhos da artista, a seleção para a mostra circunscreveu um período iniciado na década de 2000, chegando até os dias de hoje. A partir da investigação de materiais e imagens ao longo de seu processo de produção artística, Angella Conte reedita peças de arquivo e registros de memória com a habilidade de quem nos convida a perceber seu mundo de inspirações e referências. É notório que diversas de suas obras exibam anotações visuais e apontamentos acerca das relações sociais que estabelece artisticamente em contato com a paisagem natural e urbana que a cercam. 

Como se estivéssemos prestes a ingressar em um espaço propício para o aprendizado de regras de um novo jogo baseado em múltiplas possibilidades e combinações temporais, tais narrativas em tom pessoal são compartilhadas como intuições e vivências. São comentários a respeito das mudanças das estações do ano, dos diferentes tipos de vegetação e geografia, dilemas provenientes da subjetividade da vida e histórias repletas de residuais simbólicos para além do cotidiano coletivo. 

Com Fiz daqui o meu lugar, Angella Conte consegue dilatar a noção do que verdadeiramente importa: não perdemos o que amamos pela passagem do tempo; mas sob efeito elástico, é deixado transparecer um sentido ilusório de que as coisas, os momentos e os seres possam ser nossos para todo o sempre.  

 

Marcio Harum

I Made Here My Place

In the individual exhibition I made here my place, one finds assembled in the Verve gallery a surprising set of 25 works from the artist from São Paulo, Angella Conte. Those are collages, sculptures, objects and a video installation. The works selected for this exhibition include the period starting in the decade of 2000 until now. Based on the research on materials and images through the process of artistic production, Angella Conte reedit pieces from archives and memory with the skills of someone who invites us to perceive her world of inspirations and references. It is outstanding that several of her art pieces contain visual and written notes about the social relations artistically established in contact with the urban and natural landscapes that surround her. 

As if we were about to enter a space suitable to learning the rules of a new game based on multiple possibilities and temporal combinations, such personal narratives are shared as intuitionsand experiences. There are comments regarding the changing of seasons, the different types of vegetation and geography, dilemmas from the subjectivity of life and stories full of symbolic residuals beyond the collective daily life.  

 

In I made here my place, Angella Conte is able to amplify the notion of what really matters: we do not lose what we love when time goes by; but under an elastic effect, it becomes apparent an illusory sense that things, moments and living beings can be at our side forevermore.    

 

Marcio Harum

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